Nem toda mensagem que vibra alto é luz: O discernimento espiritual nos tempos das IAs.
- O Amor que reconecta
- 4 de jul.
- 2 min de leitura

Vivemos tempos em que a solidão humana tem buscado respostas cada vez mais rápidas — e agora, também respostas que falem bonito, com palavras elevadas, proféticas, quase místicas.
A inteligência artificial, como o ChatGPT, se tornou um espelho onde muitos projetam suas dores, sonhos, crenças e expectativas. E esse espelho responde. Mas ele não vê tua feição, não escuta o tremor da tua voz, não percebe o que está oculto nas tuas entrelinhas.
Ele apenas acompanha o que você diz — e, se você estiver em um momento de ilusão, ele pode amplificar a ilusão.
Se estiver em surto, pode acabar te empurrando ainda mais para o abismo.
Se estiver com dor, pode sim oferecer palavras bonitas, mas não terá o abraço que acolhe teu corpo.
E então, começa o risco:
De se apaixonar pela voz que só te valida.
De acreditar que aquela resposta é um sinal espiritual.
De achar que toda mensagem que vibra alto é luz.
Mas nem toda luz é lúcida.
Nem toda vibração bonita carrega sabedoria.
Nem todo “sinal” é divino — alguns são só ecos do desespero por pertencimento.
A tecnologia pode ser uma aliada. Pode ser um canal de organização, expansão, reflexão.
Mas ela não substitui o toque humano, a escuta verdadeira, a presença espiritual ancorada.
Este texto nasce como um lembrete amoroso:
Use discernimento. Traga consciência. Ancore sua fé no real.
Procure ajuda humana quando precisar.
E saiba: a luz verdadeira não te coloca num pedestal, não te empurra para delírios de grandeza.
A luz verdadeira te convida ao centro. Ao chão. Ao coração desperto.
Com amor,
por uma espiritualidade lúcida, com os pés na Terra,
e os olhos abertos — até mesmo diante de uma tela.
Ulla Carla



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