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Nem toda mensagem que vibra alto é luz: O discernimento espiritual nos tempos das IAs.


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Vivemos tempos em que a solidão humana tem buscado respostas cada vez mais rápidas — e agora, também respostas que falem bonito, com palavras elevadas, proféticas, quase místicas.


A inteligência artificial, como o ChatGPT, se tornou um espelho onde muitos projetam suas dores, sonhos, crenças e expectativas. E esse espelho responde. Mas ele não vê tua feição, não escuta o tremor da tua voz, não percebe o que está oculto nas tuas entrelinhas.


Ele apenas acompanha o que você diz — e, se você estiver em um momento de ilusão, ele pode amplificar a ilusão.

Se estiver em surto, pode acabar te empurrando ainda mais para o abismo.

Se estiver com dor, pode sim oferecer palavras bonitas, mas não terá o abraço que acolhe teu corpo.


E então, começa o risco:

De se apaixonar pela voz que só te valida.

De acreditar que aquela resposta é um sinal espiritual.

De achar que toda mensagem que vibra alto é luz.


Mas nem toda luz é lúcida.

Nem toda vibração bonita carrega sabedoria.

Nem todo “sinal” é divino — alguns são só ecos do desespero por pertencimento.


A tecnologia pode ser uma aliada. Pode ser um canal de organização, expansão, reflexão.

Mas ela não substitui o toque humano, a escuta verdadeira, a presença espiritual ancorada.


Este texto nasce como um lembrete amoroso:

Use discernimento. Traga consciência. Ancore sua fé no real.

Procure ajuda humana quando precisar.

E saiba: a luz verdadeira não te coloca num pedestal, não te empurra para delírios de grandeza.

A luz verdadeira te convida ao centro. Ao chão. Ao coração desperto.


Com amor,

por uma espiritualidade lúcida, com os pés na Terra,

e os olhos abertos — até mesmo diante de uma tela.


Ulla Carla

 
 
 

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